NOVA AVENTURA!!!

Quase um ano depois do último post, estou de volta só pra dizer da minha nova aventura no exterior, e claro, do blog sobre ela.

Estou me mudando pra Austrália por tempo indeterminado em 21/02/2011. Tenho visto de residência e não sei quando volto. Como não podia deixar de ser, vou manter um blog como esse contando como vão as coisas por lá: http://www.baririensenaaustralia.com.

Sigam e comentem! 🙂

Acabou…

Esse post provavelmente será o último do blog, apenas prá registrar como foram o último dia em Shanghai e a viagem de volta – e também prá reforçar o que eu disse em um post antigo sobre fugir da neve… daqui a pouco explico melhor.

Depois do voo mais demorado da história, já estou no Brasil. Foram 12 horas voando sem dormir, pois eu não queria ficar 3 dias sofrendo Jet Leg e decidi que o melhor era deixar prá dormir quando chegasse em casa. A salvação é que o avião era bom e tinha monitores individuais. Resultado: 4 filmes, um episódio de Simpsons e um de Friends, sem contar as horas jogando. Tudo regado a muita Coca-Cola, prá não deixar o sono bater. Mas valeu a pena, porque só tive um dia com aquela canseira típica de Jet Leg. Hoje já tô zeradasso pro Carnaval.

Na Sexta, último dia em Shanghai prá alguns de nós (eu, Felipe e Dall’Oca), fomos almoçar no Latina prá fazer aquela despedida de lei. Arrastamos um chinês da empresa prá lá, o Dênis, gente fina. Ele nunca tinha comido nem arroz feijão nem churrasco brasileiro. Obviamente que adorou – não tem como não gostar da melhor comida do mundo:

Depois foi cada um pro seu canto arrumar as malas. Lá pelas 6 da tarde juntamos no meu apê prá trocar ideia e esperar a hora de fazer check-out e vazar.

Eu consegui a façanha de encher uma mala com 31kg, outra com 31,5kg e a de mão com 19kg, sem contar uns 4 kg de coisas que pus na mala do Dall’Oca. Tudo bem com as grandes, já que o limite é de 32 kg cada uma, mas prá de mão são só 12kg. Resolvi arriscar mesmo assim porque em alguns aeroportos eles nem chegam a pesar a de mão.

Mané, esqueci que eu tava na China, onde tudo é regulado, medido e pesado. Não rolou. Resultado: tive que abrir a mala de mão na fila e fazer doações pros funcionários do aeroporto: DVDs virgens, meias e mais um monte de coisa acabaram ficando por lá mesmo. Ainda assim só consegui chegar em 15 kg, mas o guardinha foi gente boa e me deixou passar.

Primeiro leg do voo eu fui capotado. 5 horas de escala em Amsterdam (com direito a meia horinha de Internet e um post sem-vergonha aqui no blog) que não passavam, depois as 12 do segundo leg que eu já contei como foram e, finalmente, sábado às 7 da noite, com um delicioso calor de 31 Graus que eu nem lembrava mais como era, eu tava de volta ao Brasil, quase três meses depois de ter embarcado prá Shanghai.

Sobre a neve, no começo do ano eu fiz um post contando o quanto a gente tava mestre em fugir dela. Em resumo: passamos o Natal em Beijing e nevou em Shanghai; voltamos prá Shanghai e nevou em Beijing. Durante a semana eu até brinquei dizendo que era bem capaz de eu embarcar sexta e no sábado nevar em Shanghai…

E NÃO DEU OUTRA. O Naga e o Mococa, que ficaram lá, me cornetaram no Orkut e eu achei que fosse zoação… até que eles postaram algumas fotos que tiraram da janela do hotel:

Abaixo os mesmos prédios em um dia normal, sem neve:

Não era prá eu ver neve MESMO. Quem sabe em outra vida.

Bom, é hora de terminar o blog. Todos os posts foram num tom bem sussa, mas prá encerrar eu vou fingir que sou um cara mais sério e escrever sobre o que tenho pensado desde que voltei ao Brasil.

Morar e trabalhar no exterior é fantástico. Não falo por causa de melhorar o inglês, fazer passeios ou juntar uma grana. É acima de tudo uma experiência de vida muito engrandecedora. Chegar em um lugar totalmente desconhecido, rodeado de gente desconhecida  e “estranha”, que fala um idioma mais estranho ainda e ter que se virar é algo que ensina muito e faz crescer qualquer pessoa. Ganha-se auto confiança e maturidade. E agora que estou de volta, às vezes bate saudade da vida que levava lá. Vou levar comigo muito do que aprendi e, nas próximas oportunidades, entro  de cabeça de novo sem pensar.

Prá todo mundo que acompanhou o blog – principalmente pros corneteiros assíduos -, valeu ae negada! Ficou muito massa, atingiu o objetivo: ser uma recordação prá vida toda.

Grande abraço!!!

Du / Slompo / Bariri

5 Horas de Escala…

Aeroporto de Amsterdam, 8 da manhã, Sábado, -2 Graus Celsius. Depois de 10 horas de voo de Shanghai até aqui, temos CINCO intermináveis horas de escala e, enfim, a parte final do voo, de 12 horas, daqui até o Aeroporto de Guarulhos. Já estamos aqui em Amsterdam há 3 horas e ainda tenho mais 2 de espera até nosso voo partir. NADA prá fazer e a hora não passa. Chegada em sampa prevista prá 7 da noite, expectativa a mil. Não vejo a hora de rever todo mundo e matar a saudade do calorzão do Brasil – principalmente depois de três meses no frio intenso de Shanghai.

Bom, tá acabando meu tempo de internet (meia hora de internet wi-fi por 6 euros – em torno  15 reais! Puta facada!), vou ver se arranjo outra coisa prá matar o tempo até chegar a hora do embarque.

Rolando um Som em Shanghai – PARTE 3

Parte 3 e, infelizmente, parte final. Como disse no post anterior, sexta tô embarcando de volta pro Brasil.

Prá fechar o último fim de semana aqui com chave de ouro, fomos eu, Mococa e Dall’Oca no Latina sabado à noite e, como já é de praxe, a negada que toca lá me chamou prá dar uma palhinha quando me viu. Como eu quase não curto tocar, fui logo concordando. Eles tavam meio desfalcados, tocamos só eu e o PC, percussionista, mas foi bem massa.

O Mococa tá pegando as manhas no manejo da câmera. Os vídeos ficaram bem legais, cheios das tomadas e ângulos diferentes… Se ele não der certo como computeiro, pode ir atrás de virar cinegrafista.

Primeiro mandei um Santana – Smooth, aquela música que o vocalista do Matchbox Twenty, o Rob Thomas, canta com ele:

Mococa, como sempre, cornetando. Viado.

Depois de muito pensar se precisava abaixar o tom ou não, afinal ainda tô me recuperando de uma gripe ferrada e a voz ainda não tá 100%, mandei no tom original mesmo um Mr Big – Wild World, que sempre funciona em qualquer ambiente. Teve até um cara lá no fundo que parou de comer prá me filmar, o Mococa que reparou:

Emendei sem parar um Pink Floyd – Wish You Were Here, prá agradar o pessoal mais velho:

Não sabia o que tocar de saideira. Pensava, pensava, mas não lembrava de uma música “caprichada”, e tinha que ser caprichada, já que seria a minha última em Shanghai. Aí lembrei, não sei porquê, de uma que eu comecei a tocar na época em que a minha banda em Bariri tocava de graça na quermesse da Igreja na Praça Matriz, quando eu tinha uns 17 anos: More Than Words, do Extreme.

A última vez que eu tinha tocado ela tinha sido na Festa da Engenharia de Produção da UFSCar, em São Carlos, lá pros idos de 2006 – ou seja, mais de três anos sem tocar – grande probabilidade de dar merda. Sem contar que essa música sem segunda voz não é a mesma coisa. Mas liguei o foda-se (como sempre) e mandei bala. Por fim não errei quase nada, só uma ou outra nota que quase nem dá prá perceber, e a letra saiu inteira:

Valeu Mococa pelo comentário no finalzinho da música. Viado. DE NOVO.

Com o fim da turnê asiática, é hora de voltar aos palcos brasileiros (favor não levar a sério essa frase… hehehe). Dia 6 de Março já tem tocada marcada – mas agora com banda de verdade! Vamo que vamo! Contando os dias!

Última semana em Shanghai

Pois é… o projeto foi muito bem e está tudo quase pronto, o que significa que vamos voltar pro Brasil antes do planejado – infelizmente. Claro que tô com saudades da família, dos amigos, de tocar, dos churras com piscina naquele puta calorzão brasileiro e com cerveja trincando de gelada, mas uns 2 meses a mais por aqui não seriam má ideia…

Mas tá bom demais. Olhando prá trás, desde quando pisei em Shanghai, em 22 de Novembro de 2009, dá prá ver que o tempo passado aqui (vai dar uns 80 dias no total, quase três meses) foi muito bem aproveitado. Dei uma passada de olho bem rápida no blog e pensei comigo mesmo: “Caralho, quanta coisa eu fiz eu tão pouco tempo!”

The Bund, Pudong, Jin Mao, Oriental Pearl Tower, Shanghai Financial World Tower, Shanghai Wild Life Zoo, Old Shanghai, Fakes, shoppings de eletrônicos, futebol com os chineses, uma porrada de restaurantes e lanchonetes diferentes, balada toda sexta e sábado, festa de aniversário chinesa… Tudo isso sem contar a viagem a Beijing: Muralha da China, Forbidden City, Tumbas Ming, Vila Olímpica, Praça da Paz Celestial… Ah, e quase esqueço das tocadas: até tocar em Shanghai eu toquei – quatro vezes. Tudo isso em menos de três meses, trabalhando de segunda a sexta.

A volta foi adiantada de 31 de Março prá 12 de Fevereiro (sexta agora), o que torna essa a minha última semana em Shanghai. Vou sentir muita falta da vida por aqui. Da cidade, das baladas, dos passeios… enfim, de tudo o que vivenciei e que está descrito no blog. Mas volto com a certeza de que aproveitei ao máximo cada minuto, cada lugar, cada amizade, cada oportunidade de aprendizado e de experiência de vida. E também volto com um blog que vai ser uma puta lembrança massa pro resto da vida, com mais de 100 comentários de amigos de todos os lugares – colégio, facul, trampos, bandas etc.

Valeu ae todo mundo que prestigiou o blog! Grande abraço a todos!

**Esse não é o último post do blog!!! Sábado toquei pela última vez no Latina, depois vou postar os vídeos…

Curiosidades sobre a China e Shanghai

Faz tempo que tô coletando informações prá fazer um post só com curiosidades sobre a China e Shanghai. Finalmente saiu do rascunho…

– Táxis e Carros de Polícia

Vou começar por uma contradição que levei algum tempo prá notar. Os táxis em Shanghai são, salvo raras exceções, TODOS iguais: Santana 3000. E são todos coloridos, cada cor indicando uma companhia de taxi diferente:

Enquanto isso, a grande maioria dos policiais anda naquele modelo antigo de Santana:

Ou seja: prá um ladrão fugir da polícia basta entrar num taxi que vai estar num carro bem mais potente. Ainda bem que a criminalidade aqui é baixíssima – tanto que é bem difícil ver um carro de polícia.

– O número 4

Os chineses têm uma superstição bem babaca: alguns números são bons, outros são maus. Nós brasileiros também temos (13, por exemplo), mas não levamos a sério. Aqui a história é outra.

O número 4 é pior de todos prá eles, já que sua pronúncia em chinês lembra morte ou algo do tipo (não entendi bem até hoje). O elevador do nosso hotel, por exemplo, não tem quarto andar e sim uma setinha prá baixo no lugar do que seria o número 4 – seria isso alguma referência ao inferno? O Décimo Quarto andar nem existe – tesouraram ele total:

A superstição chega ao cúmulo da idiotice na hora de comprar um chip de celular. Dependendo do número que você quiser, o preço pode ser maior ou menor. Um número que contenha um ou mais quatros é o mais barato (68 YUAN), já que supostamente é “amaldiçoado”. Depois tem várias escalas de preços (de 88 a 128 YUAN), conforme a combinação de números que dão mais ou menos sorte:

– Perfil físico dos chineses

Além dos olhos widescreen, que todo mundo obviamente conhece, tem três coisas muito características na aparência dos china, independentemente do sexo: todos eles têm cabelos lisos e pretos (todos significa TODOS MESMO), pouquíssimos são gordos, apesar da comida extremamente oleosa (os poucos gordos geralmente são mulheres… hahaha) e nenhum deles tem olho claro.

Tem um detalhe interessante sobre os cabelos lisos: enquanto no Brasil as mulheres gastam horas e horas nos salões fazendo chapinha, escova progressiva e não sei mais o quê prá alisar o cabelo, aqui acontece exatamente o contrário: ELAS VÃO NOS SALÕES PRÁ ENROLAR O CABELO. Os outdoors no estilo antes/depois sempre mostram primeiro uma chinesa de cabelo liso e, depois do “milagre”, ela toda feliz com o cabelo todo encaracolado.

– Dentes

Putz, isso é foda. Não dá prá entender o motivo, mas praticamente ninguém aqui usa aparelho. Se o fera nasce com os dentes todos tortos, fica daquele jeito a vida toda. Até agora vimos apenas uma china que usa aparelho. Isso mesmo: UMA. É uma menina que tava na festa de aniversário do post anterior.

Sem contar que clareamento dentário pelo jeito também não chegou aqui – não basta ter os dentes todos tortos, têm que estar completamente amarelados. Aí sim tá bonitão.

– Produtos falsos

Bom, já fiz não sei quantos posts falando sobre a quantidade de produtos falsificados que a gente encontra por aqui. Todo mundo pensa na hora em eletrônicos, mas o forte mesmo são as roupas, cintos, tênis etc. E são de ótima qualidade, idênticos aos originais, exceto pelo preço, claro, que é infinitamente mais baixo.

Mas é claro que existem as exceções. Eu consegui flagrar duas falsificações vagabundas. Primeiro esses pen-drives de capacidade absurda:

Tem um ali de 880Gb, quase um Terabyte. Isso aí não existe, o cara que fez isso é o mais carudo de todos. Se meu amigo comprou um de 32Gb que não tinha 32Gb, imagina esse aí de quase um Tera…

E depois teve essa meia da “Adlads”, que quando eu vi comecei a rachar o bico na cara da vendedora:

Falei prá ela que aquilo não existia, que era completamente falso, aí ela veio com desculpinha de que eles faziam aquilo prá evitar problemas com a polícia, mas que podia comprar que era igualzinha à da Adidas. CLARO, COM CERTEZA.

– Supermercados

A gente costuma ir no Carrefour, mas já vi que tem Dia aqui também. Ir às compras é sempre uma aventura. Como espaço na China é luxo, os corredores são estreitos e as prateleiras e mercadorias são bagunçadas. Encontrar uma coisa mais específica (uma bucha de banho, por exemplo) é uma missão quase impossível, já que nenhum atendente fala inglês. Tem que ser na base do Imagem & Ação, mais conhecido como “mimiquês”, no qual já estamos fluentes.

Os produtos são interessantes. A gente vê muitas marcas conhecidas: Nutella, Kinder, Nestlê, Toblerone, Yakult, Omo, Comfort, produtos da Coca…

… mas também compra muita coisa no escuro, ou porque não sabe ler nada de chinês…

… ou porque o produto não existe no Brasil, como essa Coca-Cola de baunilha, que no fim descobrimos ser uma delícia:

– Vontade de ser ocidental

Essa é a parte mais triste do ponto de vista cultural: ver um povo querendo ser outro. É meio que uma crise de identidade generalizada: os chineses só acham bonito, legal e cool o que é ocidental.

Recentes reportagens mostram que o número de cirurgias plásticas de “amendoamento” dos olhos (em outras palavras, tirar os olhos puxados) não para de crescer na China. Uma outra cirurgia, extremamente cruel e invasiva, também está ganhando espaço por aqui: a de aumento de altura. Ela consiste, resumidamente, em dilacerar os ossos das canelas e neles abrir pequenas fendas para, depois de seis meses usando um aparelho extensor e suportando dores excruciantes, ganhar cerca de 10 centímetros na altura. A figura a seguir foi retirada da revista Veja (http://veja.abril.com.br/220502/p_055.html) e resume a operação:

A próxima foto é real, de uma pessoa com o extensor que vai acompanhá-la por seis dolorosos meses:

O pior é que essa cirurgia, que nem sempre funciona perfeitamente (há vários casos de pessoas que ficaram mancas, outras que sentem dor diariamente – basta procurar no Google), tem propagandas veiculadas na TV como se fosse a coisa mais normal do mundo:

Outros exemplos dessa vontade de ser ocidental podem ser vistos nas fotos abaixo, que fui tirando ao longo dos meses por aqui.

A primeira mostra duas estátuas, em tamanho real, de um casal de namorados. Elas ficam na praça de um shopping perto do hotel onde moro. São duas pessoas com traços nem um pouco chineses: cadê os olhos puxados e os cabelos lisos?

A segunda foi tirada enquanto eu esperava o metrô. Mostra dois outdoors de marcas de roupas. O da direita é da Ordsfen, fabricante CHINESA de roupas íntimas. O da esquerda não lembro o nome, só lembro que é de uma fabricante de roupas também CHINESA. E os modelos dos outdoors são chineses, certo? Claro, claro, olhem a foto:

Só prá terminar bem essa seção, vai aqui o link de mais uma prova dessa fixação chinesa em parecer ocidental: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1466801-6091,00-PARA+SALVAR+NAMORO+CHINESA+QUER+OPERAR+E+VIRAR+SOSIA+DE+JESSICA+ALBA.html.
Sem noção…

– Namoro

Com exceção de Shanghai, que é bem ocidentalizada, os jovens na China namoram no máximo duas ou três pessoas durante toda a vida pré-casamento. O conceito de “ficar” não existe prá eles. Como eu disse, Shanghai é exceção, já que aqui o mundo ocidental já fez a cabeça de todo mundo e as baladas são iguaizinhas às brasileiras, além de serem cheias de estrangeiros.

– Postos de combustível

Faz quase três meses que tô morando aqui e até agora vi apenas dois postos de combustível em Shanghai – e olha que andei prá tudo que é canto. É estranho, não dá prá entender o que acontece. Só sei que se eu tivesse um carro aqui não teria a mínima ideia de aonde ir quando precisasse abastecer.

– Moeda

A moeda chinesa é o YUAN, também chamado de RMB. É bem fraca: 1 YUAN vale em média 25 centavos de Real, ou seja, 1000 reais são 4000 YUAN. Se passar prá dólar fica quase um prá sete: um dólar equivale a mais ou menos 6,7 YUAN. Por isso é tudo tão barato prá gente (e mais barato ainda pros americanos, e ainda mais baratos pros europeus, já que o euro é mais forte que o dólar). Se a gente já faz a festa por aqui, imagina os europeus…

Bom, é isso. Como eu disse no meu primeiro post, há quase três meses, o objetivo principal desse blog é servir de recordação futura prá mim mesmo, mas também pode ser útil como fonte de informações prá quem tá pensando em vir prá cá ou pros que já estão com a passagem comprada. Esse post é o mínimo do mínimo, mas já é alguma coisa prá quem quer saber onde vai pisar…

Abraço a todos!

Festa de Aniversário na China / Balada de lei na Sin

Sabadão foi aniversário da Leona, uma amiga chinesa. Ela é muito gente boa e já tava falando nessa festa fazia um mês, então se a gente não fosse ia ser muita mancada. Resolvemos arriscar prá ver o que dava. Se fosse da hora, beleza. Se fosse ruim, pelo menos a gente ia poder falar que sabia como era uma festa de aniversário na China…

Já começou mal: recebemos o convite por email dizendo que ia ser num hotel (até aí beleza), que ia começar às seis da tarde (começou a piorar…) e que não ia ter som porque não podia fazer barulho (vixi, aí fodeu de vez…).

A gente montou no taxi na certeza de que tava indo prá fita mais torta de todas, barca furada certeza. Se pá nem bebida ia ter… Mas fomos prá não dar mancada.

Por fim, quando chegamos lá até que não tava tão mal: tirando pelo fato de o som estar quase no zero e de ter um monte de bexigas espalhadas pelo chão, o resto tava bem parecido com uma festa de aniversário brasileira: pessoal comendo, bebendo e trocando ideia.

Tinha dois holandeses gente boa, um nerdão zé roela da Bulgária, a gente e a Leona com as amigas dela. Essa miscigenação toda foi massa porque proporcionou bastante troca de experiências entre a negada dos diferentes países (tirando o goiabão do búlgaro, que não interagia). Eu descobri, por exemplo, que a Holanda inteira tem menos gente que a grande São Paulo – apenas 15 milhões de habitantes.

No fim das contas acabou valendo a pena. Teve bebida a rodo, parabéns prá você em três idiomas (inglês, holandês e depois nós puxamos em português, claro) e, mais pro fim da festa, os brazucas deixaram a marca, como não podia deixar de ser: botamos um sertanejão no talo e tiramos as china prá dançar – ou melhor, prá TENTAR dançar, porque não rolou. Dois prá cá e dois prá lá é muito prá elas. Pelo menos serviu prá animar a festa – e acordar o hotel inteiro…

Abaixo o vídeozinho do parabéns em três idiomas (favor desconsiderar o monte de merda que a gente falou):

Valeu também pelo lado cultural da coisa. Foi legal perceber que, apesar de serem mundos tão diferentes, algumas coisas são bem parecidas.

Depois de lá fomos prá nossa balada de lei, a melhor de Shanghai: Sin. Acho que ainda não falei aqui que a Sin fica no alto de um shopping, mais especificamente no 23o andar. É animal, a gringaiada vai em peso e tá sempre bombando. Esse vídeozinho eu fiz chegando lá, dá prá ver as luzes no topo do prédio:

Bariri podia adotar essa ideia. Se bem que aí só ia ter uma balada na cidade, pois lá só tem um prédio…